Mostrando postagens com marcador TOTALITARISMO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TOTALITARISMO. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 10 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
A ONDA
http://www.youtube.com/watch?v=QBjeX5jPRi4
Bruce Davison como o professor do primeiro filme "A Onda", de 1981
Numa aula de história, um professor de Ensino Médio tenta explicar a alunos adolescentes de que forma regimes totalitários, como nazismo e fascismo, mantiveram-se por anos em alguns países, tutelados pela população. A platéia duvida da probabilidade daquele "engano coletivo" ocorrer em sua geração, "mais informada e inteligente" (ah... a arrogância da juventude!).
Não sei se saberei explicar direito porque esta história real - descrita em livro e transformada em filmes norte-americano (The Wave, 1981) e alemão (Die Welle, 2009) intitulados "A Onda" - me veio automaticamente à memória quando assisti hoje ao noticiário. Talvez as imagens de jovens comemorando a morte do terrorista Osama Bin Laden pelas ruas dos Estados Unidos tenham me lembrado a mesma ingenuidade e arrogância daqueles estudantes em sala de aula de "A Onda" - todos considerando-se tão acima de "enganos coletivos", como se sempre fosse possível saber com clareza onde estão o certo e o errado... como se a morte de um único líder pudesse acabar automaticamente com o terror.
http://www.araraquara.com/blogs/cinelide/2011/05/02/a-onda-tratamento-de-choque.html
http://www.araraquara.com/blogs/cinelide/2011/05/02/a-onda-tratamento-de-choque.html
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Propaganda Anti-nazista da Disney
Der Fuehrer's Face, estrelado por ninguém mais, ninguém menos, que o Pato Donald como um nazista que no final enlouquece! Esse, dirigido por Jack Kinney, que trabalhou em Dumbo ePinóquio, não é tão macabro, mas é bem mais "viva os EUA" com direito ao Pato Donald dormindo com um pijama da bandeira americana. Também em inglês.
Foi censurado pelo próprio Disney depois da guerra, que disse que não seria mais lançado novamente não importando o formato. Contudo, em 2004 saiu o DVD Walt Disney Treasures em que possuia os dois curtas.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
NAZISMO
I-DEFINICÃO:
O nazismo, conhecido oficialmente na Alemanha como nacional-socialismo (em alemão: Nationalsozialismus), é a ideologia praticada pelo Partido Nazista da Alemanha, formulada por Adolf Hitler, e adotada pelo governo da Alemanha de 1933 a 1945, e esse período ficou conhecido como Alemanha Nazista ou Terceiro Reich. O nazismo é frequentemente considerado por estudiosos como uma derivação do Fascismo. Mesmo incorporando elementos tanto da direita política quanto da esquerda política, o nazismo é considerado de extrema direita.
Segundo o Dicionário de Política: "O sistema totalitário com um partido único e com um único líder foi definitivamente implantado no verão de 1934, quando Hitler, através de expurgos sangrentos dentro do partido (e das organizações militares do partido, as SA), conseguiu o apoio total do exército e se nomeou, após a morte do presidente Hindenburg, chefe do Estado, chanceler, líder do partido e da nação, ditador único da Alemanha." (BOBBIO; MATTEUCCI & PASQUINO, 1998, p. 811)
Segundo o Dicionário de Política de BOBBIO; MATTEUCCI & PASQUINO (1998, p. 1061), o racismo, no Nazismo alcança um patamar nunca alcançado na história, torna-se uma Política de Estado para eliminar outros povos considerados biologicamente inferiores. Isto porque Hitler: "julga que só a raça ariana é "depositária do progresso da civilização" e, portanto, como um povo de senhores, tem de conquistar e submeter as raças inferiores." (idem, p. 1061)
O Nazismo consistia assim em um movimento que defendia a superioridade da raça ariana e a doutrina do "espaço vital" nacional necessário aos alemães (BOBBIO; MATTEUCCI & PASQUINO, 1998, p. 808), um espaço territorial mínimo, que, para um povo desta grandeza, siginificava controlar toda a Europa.
Programa do NSDAP
O Programa do Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores (NSDAP) pode ser resumido em 25 pontos-chaves:
- "Nós pedimos a constituição de uma Grande Alemanha, que reúna todos os alemães, baseados no direito dos povos a disporem de si mesmos.
- Pedimos igualdade de direitos para o Povo Alemão em relação às outras nações e a revogação do Tratado de Versalhes e do Tratado de Saint Germain.
- Pedimos terras e colônias para nutrir o nosso povo e reabsorver a nossa população.
- Só os cidadãos gozam de direitos cívicos. Para ser cidadão, é necessário ser de sangue alemão. A confissão religiosa pouco importa. Nenhum judeu, porém, pode ser cidadão.
- Os não cidadãos só podem viver na Alemanha como hóspedes, e terão de submeter-se à legislação sobre os estrangeiros.
- O direito de fixar a orientação e as leis do Estado é reservado unicamente aos cidadãos. Por isso pedimos que todas as funções públicas, seja qual for a sua natureza, não possam ser exercidas senão por cidadãos. Nós combatemos a prática parlamentar, origem da corrupção, de atribuição de lugares por relações de Partido sem importar o caráter ou a capacidade.
- Pedimos que o Estado se comprometa a proporcionar meios de vida a todos os cidadãos. Se o país não puder alimentar toda a população, os não cidadãos devem ser expulsos do Reich.
-
É necessário impedir novas imigrações de não-alemães. Pedimos que todos os não-alemães estabelecidos no Reich depois de 2 de Agosto de 1914, sejam imediatamente obrigados a deixar o Reich.
- Todos os cidadãos têm os mesmos direitos e os mesmos deveres.
- O primeiro dever do cidadão é trabalhar, física ou intelectualmente. A atividade do indivíduo não deve prejudicar os interesses do coletivo, mas integrar-se dentro desta e para bem de todos. É por isso que pedimos:
- A supressão do rendimento dos ociosos e dos que levam uma vida fácil, a supressão da escravidão do juro.
- Considerando os enormes sacrifícios de vidas e de dinheiro que qualquer guerra exige do povo, o enriquecimento pessoal com a guerra deve ser estigmatizado como um crime contra o povo. Pedimos por isso o confisco de todos os lucros de guerra, sem exceção.
- Pedimos a nacionalização de todas as empresas que atualmente pertencem a trusts.
- Pedimos uma participação nos lucros das grandes empresas.
- Pedimos um aumento substancial das pensões de reforma.
- Pedimos a criação e proteção de uma classe média sã, a entrega imediata das grandes lojas à administração comunal e o seu aluguer aos pequenos comerciantes a baixo preço. Deve ser dado prioridade aos pequenos comerciantes e industriais nos fornecimentos ao Estado, aos Länder ou aos municípios.
- Pedimos uma reforma agrária adaptada às nossas necessidades nacionais, a promulgação de uma lei que permite a expropriação, sem indemnização, de terrenos para fins de utilidade pública – a supressão de impostos sobre os terrenos e a extinção da especulação fundiária.
- Pedimos uma luta sem tréguas contra todos os que, pelas suas atividades, prejudicam o interesse nacional. Criminosos de direito comum, traficantes, agiotas, etc., devem ser punidos com a pena de morte, sem consideração de credo religioso ou raça.
- Pedimos que o Direito romano seja substituído por um direito público alemão, pois o primeiro é servidor de uma concepção materialista do mundo.
- A extensão da nossa infra-estrutura escolar deve permitir a todos os Alemães bem dotados e trabalhadores o acesso a uma educação superior, e através dela os lugares de direção. Os programas de todos os estabelecimentos de ensino devem ser adaptados às necessidades da vida prática. O espírito nacional deve ser incutido na escola a partir da idade da razão. Pedimos que o Estado suporte os encargos da instituição superior dos filhos excepcionalmente dotados de pais pobres, qualquer que seja a sua profissão ou classe social
- O Estado deve preocupar-se por melhorar a saúde pública mediante a proteção da mãe e dos filhos, a introdução de meios idôneos para desenvolver as aptidões físicas pela obrigação legal de praticar desporto e ginástica, e mediante um apoio poderoso a todas as associações que tenham por objetivo a educação física da juventude.
- Pedimos a supressão do exército de mercenários e a criação de um exército nacional.
- Pedimos a luta pela lei contra a mentira política consciente e a sua propagação por meio da Imprensa. Para que se torne possível a criação de uma imprensa alemã, pedimos que:
- Todos os diretores e colaboradores de jornais em língua alemã sejam cidadãos alemães.
- A difusão dos jornais não-alemães seja submetida a autorização expressa. Estes jornais não podem ser impressos em língua alemã.
- Seja proibida por lei qualquer participação financeira ou de qualquer influência de não-alemães em jornais alemães. Pedimos que qualquer infração estas medidas seja sancionada com o encerramento das empresas de impressão culpadas, bem como pela expulsão imediata para fora do Reich os não-alemães responsáveis. Os jornais que forem contra o interesse público devem ser proibidos. Pedimos que se combata peã lei um ensino literário e artístico gerador da desagregação da nossa vida nacional; e o encerramento das organizações que contrariem as medidas anteriores.
- Pedimos a liberdade no seio do Estado para todas as confissões religiosas, na medida em que não ponham em perigo a existência do Estado ou não ofendam o sentimento moral da raça germânica. O Partido, como tal, defende o ponto de vista de um cristianismo positivo, sem todavia se ligar a uma confissão precisa. Combate o espírito judaico-materialista no interior e no exterior e está convencido de que a restauração duradoura do nosso povo não pode conseguir-se senão partindo do interior e com base no princípio: o interesse geral sobrepõe-se ao interesse particular.
- Para levar tudo isso a bom termo, pedimos a criação de um poder central forte, a autoridade absoluta do gabinete político sobre a totalidade do Reich e as suas organizações, a criação de câmaras profissionais e de organismos municipais encarregados da realização dos diferentes Länder, de leis e bases promulgadas pelo Reich.
Os dirigentes do Partido prometem envidar todos os seus esforços para a realização dos pontos antes enumerados, sacrificando, se for preciso, a sua própria vida.
Munique, 24 de Fevereiro de 1920".
II- CARACTERISTICAS GERAIS:
São semelhantes à do fascismo italiano, mas com o
acréscimo do fundamento racista: superioridade da chamada “raça ariana” (da qual
seriam máximos expoentes – os alemães), “a única em toda a História, que tinha
feito contribuições notáveis para o progresso humano” – e destinada a dominar o
mundo inteiro.
Sentimento esse, já existente antes da I Guerra Mundial,
como aponta Haddock Lobo: “Desde os primeiros anos do século XIX – nunca será
demais relembrá-lo – prestigiosos filósofos vinham pregando que à raça germânica
caberia dirigir a humanidade no sentido do verdadeiro progresso. Sob a
influência dessas teorias, entusiasmados pelas gloriosas e recentes vitórias
(1870), e pela eficiência de sua organização bélica, profundamente
impressionados com as próprias conquistas científicas, técnicas e econômicas,
certos da superioridade de sua cultura, acabaram se convencendo os alemães de
que constituíam, realmente, um povo predestinado a governar o mundo”.
E, mais adiante, comentado o nazismo: “A raça alemã, o
Herrenvolk (povo de senhores), precisava, porém, de Lebensraum (espaço vital),
para se desenvolver e finalmente cumprir suas gloriosas tarefas. Precisava
também de colônias, e tinha o direito de ir buscá-las pela força, já que ninguém
lhas queira devolver. Essa força – afirmava o Führer, peremptoriamente – a
Alemanha a possuía, baseada na superioridade de sua cultura, de sua técnica, de
sua organização e da capacidade pessoal dos seus filhos. E assim se preparava o
espírito de muitas dezenas de milhões de homens para uma das mais arrojadas e
trágicas aventuras da História”.
Outros Pontos da Doutrina Názi
Repulsa ao tratado de Versalhes e à Liga das Nações;
necessidade da “revanche” contra a França; reconquista das regiões perdidas e
das habitadas por alemães (pangermanismo: a Grande Alemanha); dissolução dos
partidos políticos, com exceção do partido nazista; combate encarniçado aos
socialistas, comunistas, pacifistas e liberais; ódio e perseguição mortal aos
judeus e descendentes de judeus (seis milhões foram assassinados em campos de
concentração); desprezo pelo trabalho intelectual; simpatia e consideração
especial pela classe camponesa; economia dirigida (e dedicada, principalmente,
ao re-armamento).
FASCISMO
![]() |
| Logotipo do Partido Nacional Fascista |
I - DEFINICÃO
Fascismo é uma doutrina totalitária orbitando a extrema-direita desenvolvida por Benito Mussolini na Itália, a partir de 1919 e durante seu governo (1922-1943 e 1943–1945). A palavra "fascismo" deriva de fascio, nome de grupos políticos ou de militância que surgiram na Itália entre fins do século XIX e começo do século XX; mas também de fasces, que nos tempos do Império Romano era um símbolo dos magistrados: um machado cujo cabo era rodeado de varas, simbolizando o poder do Estado e a unidade do povo. Os fascistas italianos também ficaram conhecidos pela expressão "camisas negras", em virtude do uniforme que utilizavam.
II - CARACTERISTICAS:
1. Concepção filosófica. Apresenta o fascismo como ação (prática) e pensamento (ideia) político. Considera que toda a ação é contingente ao espaço e ao tempo, havendo no seu pensamento um "conteúdo ideal que a eleva a fórmula de verdade na história superior do pensamento". Diz que "para se conhecer os homens é preciso conhecer o homem; e para conhecer o homem é preciso conhecer a realidade e as suas leis"; não há um conceito de Estado que não seja uma concepção da vida e do mundo.
2. Concepção espiritual. É a partir de uma "concepção espiritual" que o homem é definido pelo fascismo. Na sua concepção, o homem é um "indivíduo que é nação e pátria"; há, na sua perspectiva, "uma lei moral que liga os indivíduos e as gerações numa tradição e numa missão";
3. Concepção positiva da vida como luta. A sua "concepção espiritual" define-se por oposição ao materialismo filosófico do século XVIII; sendo antipositivista, é porém positiva ,não é céptica, nem agnóstica
, nem pessimista.Pretende o homem activo e impregnado na acção com toda a sua energia. O que se aplica ao indivíduo, aplica-se à nação;
4. Concepção ética. Tem uma concepção ética da vida, "séria, austera, religiosa"; o fascismo desdenha a vida "cômoda";
5. Concepção religiosa. O homem é visto numa relação imanente com uma lei superior, com uma Vontade objectiva que transcende o indivíduo particular e o eleva a membro de uma sociedade espiritual.
6. Concepção histórica e realista. O homem é visto como um ser na história, num fluxo continuo em processo de evolução; tem no entanto uma visão "realista", não partilhando o optimismo do materialismo filosófico do século XVIII que via o homem a caminho da "felicidade" na terra;
7. O indivíduo e a liberdade. A concepção fascista é definida como "anti-individualista", colocando o Estado antes do indivíduo; o liberalismo negou o Estado no interesse dos indivíduos particulares, o fascismo reafirma o Estado como a verdadeira realidade do indivíduo. Para o fascismo, tudo está no Estado - a sua concepção é totalitária. Para o fascismo, fora do Estado não há valores humanos ou espirituais.
8. Concepção do Estado corporativo. "Não há indivíduos fora do Estado, nem grupos (partidos políticos, associações, sindicatos, classes)"; defende um corporativismo no qual os interesses são conciliados na unidade do Estado; diz-se contrário ao socialismo que reduz o movimento histórico à luta de classes e, analogamente, é também contrário ao sindicalismo.
9. Democracia. O fascismo opõe-se à democracia que entende a nação como a maioria, descendo o seu nível ao maior número; o fascismo considera-se no entanto como "a mais pura forma de democracia se o povo for considerado do ponto de vista da qualidade em vez da quantidade", como uma "multidão unificada por uma ideia, que é vontade de existência e de potência: consciência de si, personalidade". O fascismo defende "uma democracia organizada, centralizada, autoritária", exercida através do partido único.
10. Concepção do Estado. Para o fascismo a nação não cria o Estado; é o Estado que cria a nação. Considera o Estado como a expressão de uma "vontade ética universal", criadora do direito, e "realidade ética". Na sua concepção é o Estado "que dá ao povo unidade moral, uma vontade, e portanto uma efectiva existência".
11. Realidade dinâmica. Na concepção fascista o Estado deve ser o educador e o promotor da vida espiritual. Para alcançar o seu objetivo, quer refazer não a forma da vida humana, mas o conteúdo, o homem, o carácter, a fé.
Assinar:
Postagens (Atom)


