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sexta-feira, 18 de maio de 2012

BOMBA NUCLEAR OU ATOMICA

Reação de implosão no núcleo de uma Bomba atômica.

Bomba nuclear, é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reação nuclear e tem um poder destrutivo imenso — dependendo da potência uma única bomba é capaz de destruir uma grande cidade inteira. Bombas atômicas só foram usadas duas vezes em guerra, ambas pelos Estados Unidos contra o Japão, nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes em testes nucleares por vários países.





















O ATAQUE A PEARL HARBOUR


ataque a Pearl Harbor foi uma operação aeronaval de ataque à base norte-americana de Pearl Harbor, efetuada pela Marinha Imperial Japonesa na manhã de 7 de Dezembro de 1941.
O ataque em Pearl Harbor, na ilha de Oahu, Havaí, foi executado de surpresa contra a frota do Pacífico da Marinha dos Estados Unidos da América e as suas forças de defesa, o corpo aéreo do Exército estado-unidense e a força aérea da Marinha.
O ataque danificou ou destruiu 11 navios e 188 aviões e matou 2403 militares estado-unidenses e 68 civis. Contudo, os três porta-aviões da frota do Pacífico não se encontravam no porto, pelo que não foram danificados, tal como os depósitos de combustível e outras instalações. Utilizando estes recursos a Marinha foi capaz de, em seis meses a um ano, reconstruir a frota.
O ataque marcou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial e o início da Guerra do Pacífico, ficando conhecido como Bombardeamento de Pearl Harbor e Batalha de Pearl Harbor, embora o nome mais comum sejaAtaque a Pearl Harbor ou simplesmente Pearl Harbor.
Data7 de Dezembro de 1941
LocalPearl HarborHavaí
ResultadoVitória Japonesa
Combatentes
US flag 48 stars.svg Estados UnidosJapão Japão
Comandantes
Husband Kimmel
Walter Shor
Chuichi Nagumo
Forças
8 couraçados, 6 cruzadores, 29 contratorpedeiros, 9 submarinos, ~390 aviões6 porta-aviões, 2 fragatas, 3 cruzadores, 9 couraçados, 441 aviões, 6 mini-submarinos
Baixas
2403 mortos; 5 couraçados afundados; 3 danificados; 3 cruzadores afundados, 3 contratorpedeirosdanificados; 188 aviões destruídos; 155 aviões danificados29 aviões abatidos, 55 pilotos mortos; 5 mini-submarinos afundados, 9 marinheiros mortos, 1 capturado


terça-feira, 15 de maio de 2012

MAPA - EXPANSÃO DO EIXO


CURIOSIDADES - O PACTO NAZI SOVIÉTICO E A INVASÃO DA POLÔNIA

A Invasão da Polônia e o pacto nazi-soviético.











A 23 de agosto de 1939, milhões de pessoas em todo o mundo foram surpreendidas com a assinatura de um tratado de não-agressão entre a Alemanha e a União Soviética. O texto do prof. Antonio Pedro nos apresenta as circunstâncias históricas que levaram à assinatura do pacto. O ponto de maior tensão na Europa era a fronteira entre a Alemanha e a Polônia. Hitler desejava reincorporar Dantzig, uma cidade marítima que possuía uma população em grande parte alemã. Sabe-se que a Prússia Oriental estava isolada do resto da Alemanha por um “corredor polonês”, que garantia à Polônia o acesso ao mar. As pretensões da Alemanha em direção leste já haviam sido esboçadas por ocasião da elaboração do programa do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP), que afirma: “exigimos igualdade de direitos para o povo alemão em suas relações com outras nações, e a abolição dos Tratados de Paz de Versalhes e St. Germain”. Até o mês de março de 1939, diplomacia nazista procurou uma aproximação com a Polônia, mas devido à resistência dos poloneses, Hitler partiu para a ameaça militar, que criava uma situação delicada com a União Soviética.
A União Soviética ficara isolada da política européia. Com o Acordo de Munique seu isolamento se acentuou. As pretensões de Hitler em direção ao leste, visando a conquista da Polônia, deixava os russos bastante preocupados. E as tentativas de uma aliança com os países do Ocidente, principalmente a França, para uma defesa mais coletiva, parecia cada vez mais difícil. O Acordo de Munique humilhara a liderança soviética, pois os russos insistiram numa aliança antinazista para defender a Tchecoslováquia. Por essa razão Stalin, líder do governo soviético, ordenou a seus ministros que começassem a sondar indiretamente a Alemanha para um acordo de não-agressão.
Mesmo tentando uma aproximação com a Alemanha nazista o governo soviético continuava insistindo em uma aliança antinazista para impedir o expansionismo alemão. O historiador Isaac Deustcher resume numa frase a política externa de Stalin, neste momento de tensão na Europa: “Ainda mantinha a porta da frente aberta aos britânicos e franceses e limitava o contato com os alemães à porta dos fundos”.
Mas os países ocidentais tratavam com certo desprezo as propostas de Stalin. Os negociadores do Ocidente nunca tinham credenciais necessárias para tomar importantes decisões. Os líderes da Inglaterra e França haviam mostrado uma disposição subserviente para negociar as exigências alemãs na questão tcheca; agora não se dispunham a negociar em ritmo de urgência com a União Soviética. Por essa razão, o plano de Stalin era manter-se distante da guerra de caráter imperialista, pelo menos num primeiro momento, pois uma aliança com o Ocidente o obrigaria a combater desde o primeiro dia de conflito. Segundo seus planos, a União Soviética precisava de tempo, muito tempo. Stalin sabia que o projeto político-militar da Alemanha era a expansão para o Leste, pois ela precisava do Lebensraum (o chamado espaço vital). É certo que existia a Polônia entre a União Soviética e a Alemanha, mas os russos não confiavam na ajuda do Ocidente aos poloneses, pois havia o precedente tcheco.
A velha tentativa de estabelecer a segurança coletiva morria rapidamente. Stalin substituiu Litvinov, judeu de origem, por Molotov, grão-russo. Este detalhe aparentemente sem importância revelava a tendência de Stalin de modificar a política externa e, de certa forma, aproximar-se da Alemanha. Era a resposta de Stalin à Política externa da Inglaterra e da França. Para a Alemanha nazista um pacto de não-agressão com a União Soviética poupava-lhe o risco de, em caso de guerra, ter que lutar em duas frentes.
Em agosto de 1939, foi aberta a primeira fase de conversações entre Alemanha nazista e União Soviética. No dia 23 de agosto foi assinado o famoso pacto de não-agressão nazi-soviético. Pelo acordo os dois países se comprometiam a manter-se neutros em caso de guerra, mas não havia nenhum compromisso nem acordos de amizade. Havida cláusulas de comércio e intercâmbio econômico. Através de artigos secretos, parte da Polônia habitada por bielo-russos e ucranianos passava a ser área de interesse da União Soviética. Também a Finlândia e os países bálticos passaram para área de influência soviética. À Alemanha foi garantida a neutralidade da União Soviética, o que lhe evitava a possibilidade de lutar em duas frentes.
Ainda hoje discute-se o pacto nazi-soviético. Teria sido um erro a assinatura de um acordo entre dois países absolutamente opostos e inimigos? Stalin dizia que não. Que graças ao pacto a União Soviética ganhara um ano e meio para se armar, ganhara território defensivo e, sendo a Alemanha a agressora, os soldados do Exército Vermelho lutaram com alto moral.
Há fortes dúvidas quanto a esses argumentos – os territórios conquistados à Polônia não valeram nada, pois em um dia o exército alemão os havia ultrapassado. Quanto ao tempo que Stalin poderia ter ganho, Hitler aproveitou-o muito mais, pois pôde contar com os enormes recursos dos países conquistados antes de iniciar a invasão da União Soviética.

Referência Bibliográfica:
PEDRO, Antônio. A Segunda Guerra Mundial. São Paulo: Atual; Campinas: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1986, pp-13-4 (Coleção Discutindo a História).


As operações começaram aproximadamente ás 4h45min do dia 1º, com o encouraçado alemão SMS Schleswig-Holstein abrindo fogo contra as guarnições polonesas da Westerplatte, península localizada em Danzig, hoje Gdansk. Horas depois, o Grupo de Exércitos Norte e Sul iniciaram a invasão por terra.

Empregando a tática da Guerra Relâmpago com tropas blindadas e mecanizadas, juntamente com inovadoras técnicas de combate e equipamentos modernos, os alemães rapidamente quebraram as linhas defensivas dos poloneses, alcançando o Vístula já em 3 de setembro, e iniciando o cerco a Varsóvia no dia 10. Ao sul, com o Grupo de Exércitos Sul, comandado por Gerd von Rundstedt, no dia 3, as tropas de Walter von Reichenau já se encontravam na retaguarda de Cracóvia, e cinco dias depois, tendo percorrido 140 milhas em uma semana, se encontravam a 10 km de Varsóvia.
A essa altura, todos os planos de defesa poloneses haviam falhado, basicamente pela mobilização das tropas alemães e pela incapacidade do exércitos polones em recuar estrategicamente, muito por causa do nível de obsolência do seu exército e da mentalidade de seus comandantes, principalmente do Chefe das Forças Armadas, General Edward Rydz-Śmigły. Os poloneses tinham duas opções de defesa; a primeira era espalhar as forças pela fronteira e recuar aos poucos até o Vístula, e ali estabelecer a última linha defensiva. A segunda era já estabelecer a linha no rio Vístula, sem recuos estratégicos. O General Rydz-Śmigły, querendo dar proteção à totalidade do território nacional, optou pela primeira opção e estendeu, ao longo das fronteiras, 7 divisões, denominadas exércitos. Essas forças foram rapidamente cercadas, e a despeito do contra-ataque do rio Bzura (Batalha de Bzura), nenhuma delas esboçou reação expressiva ou comprometeu de alguma forma a invasão como um todo.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Slides da aula - resumo

















A SEGUNDA GUERRA - REGISTRO

I - Definição :



Foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo – incluindo todas as grandes potências – organizadas em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo. Foi a guerra mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de militares mobilizados. 

II - Eventos pré-guerra.

A) Introdução



Um conflito desta magnitude não começa sem importantes causas ou motivos. Podemos dizer que vários fatores influenciaram o início deste conflito que se iniciou na Europa e, rapidamente, espalhou-se pela África e Ásia.
Um dos mais importantes motivos foi o surgimento, na década de 1930, na Europa, de governos totalitários com fortes objetivos militaristas e expansionistas. Na Alemanha surgiu o nazismo, liderado por Hitler e que pretendia expandir o território Alemão, desrespeitando o Tratado de Versalhes,  inclusive reconquistando territórios perdidos na Primeira Guerra. Na Itália estava crescendo o Partido Fascista, liderado por Benito Mussolini, que se tornou o Duce da Itália, com poderes sem limites.Tanto a Itália quanto a Alemanha passavam por uma grave crise econômica no início da década de 1930, com milhões de cidadãos sem emprego. Uma das soluções tomadas pelos governos fascistas destes países foi a industrialização, principalmente na criação de indústrias de armamentos e equipamentos bélicos (aviões de guerra, navios, tanques etc).
Na Ásia, o Japão também possuía fortes desejos de expandir seus domínios para territórios vizinhos e ilhas da região. Estes três países, com objetivos expansionistas, uniram-se e formaram o Eixo. Um acordo com fortes características militares e com planos de conquistas elaborados em comum acordo.

B) A Politica do Apaziguamento:


Apaziguamento - é uma manobra estratégica, causada por pragmatismo, temor da guerra ou convicção moral, pela qual um Estado-nação aceita condições impostas por outro ou outros, em vez de resistir pela força das armas. Desde a Segunda Guerra Mundial, o termo adquiriu uma conotação negativa, de fraqueza, covardia e auto-ilusão, devido ao fracasso da política de apaziguamento de Neville Chamberlain para com Adolf Hitler.
Desmembramento da Tchecoslováquia entre Setembro de 1938 e Março de 1939.

Impressionados com o elevado custo em vidas humanas da Primeira Guerra Mundial, grupos políticos europeus convenceram-se de que a paz com a Alemanha deveria ser mantida a qualquer custo, mesmo que tivessem que ignorar as constantes violações de Hitler a diversos tratados internacionais.
O auge desta política deu-se na Conferência de Munique, de 1938, na qual o Primeiro-Ministro britânico Neville Chamberlain aceitou as garantias oferecidas por Hitler para manter o equilíbrio europeu, sacrificando a Tchecoslováquia à Alemanha.

Neville Chamberlain, em sua chegada ao aeroporto de Heston (Londres) em 30 de Setembro de 1938, após seu encontro com Hitler em Munique. Em sua mão ele tem o acordo de paz feito entre Inglaterra e Alemanha.

C) A Politica expansionista 

C.1 - Espaço Vital



Segundo as tendências alemãs, o espaço vital seria o espaço necessário para a expansão territorial de um povo. Não apenas a restauração das fronteiras de 1914, mas também a conquista da Europa Oriental. Espaço onde as necessidades, relativas à dominação territorial dos recursos minerais desse povo, seriam realizadas. Hitler considerava que a "raça ariana" (que segundo ele, era superior) deveria permanecer unida, e para unir a raça, a Alemanha deveria possuir um território maior. Esse território (Alemanha e os países que possuíam população germânica), ficou conhecido como "espaço vital". Além da própria Alemanha, isso incluiria a Áustria, a Checoslováquia, a Prússia (oeste da Polónia) e a Ucrânia.

C.2 - Anchluss





Anschluss é uma palavra do idioma alemão que significa conexão ouanexação. É utilizada em História para referir-se à anexação político-militar da Áustria por parte da Alemanha em 1938. Este termo é o oposto à palavra Ausschluß, que caracteriza a exclusão de Áustria no Reino da Prússia.








C.3 - O corredor polonês : 

Corredor Polonês ou Corredor Polaco é a denominação dada a uma estreita faixa de terra na qual se encontra a maior parte do curso inferior do rio Vístula, na Polônia.
Sua extensão é de 150 km, e a largura variável entre 30 a 80 km, aproximadamente, tendo sua posse sido transferida do Império Alemão para a recém-recriada Polônia no ano de1919, em virtude da imposição do Tratado de Versalhes. Pelos termos do tratado, a cidade alemã de Dantzig (hoje Gdańsk) teria um governo autônomo, apesar de sua localização geográfica no meio do Corredor Polonês.
De 1919 até 1939, a disputa por essa região provocou inúmeros e continuados atritos entre os dois países, mas durante esse período a Segunda República Polaca construiu várias linhas ferroviárias no referido "corredor".
Porém, em março de 1939 a Alemanha Nazi pediu a devolução de parte desse território, e diante da recusa polonesa, criou-se uma divergência que contribuiu de forma decisiva para a eclosão da Segunda Guerra Mundial. Invadida e ocupada pelos alemães em 1 de setembro de 1939, a região foi devolvida à Polônia em 1945, ao final do conflito armado.
Hitler chegou a afirmar que o corredor polonês era "a maior monstruosidade do Tratado de Versalhes".
c.3 - Sudetos:




Designa-se pela expressão sudetos alemães ou simplesmente sudetos as populações germanófonas que habitavam a Boêmia e a Morávia (respectivamente, Čechy e Morava, em checo), perfazendo algo em torno de 3,2 milhões de indivíduos, os quais representavam, no início do século XX, aproximadamente 36 % da população total da Boêmia. Já antes da formação da Checoslováquia, os sudetos invocavam o direito à auto-determinação, pleiteando a sua reunião aos demais povos germânicos da Áustria e da Alemanha sob um só Estado. Essa aspiração levou à formação do "Partido Alemão dos Sudetos", em 1933.
Esse partido, que contava com o apoio de Hitler, tinha inicialmente um programa autonomista. Com o passar do tempo, porém, passou a defender a anexação ao Reich, no que contou com o apoio dos nazistas. De outro lado, os partidários da anexação atuaram como quinta coluna alemã, quando da invasão das tropas de Hitler. Porém, é importante ressaltar que nem todos os sudetos apoiavam o governo nazista, havendo inclusive social-democratas que foram obrigados a emigrar para Londres.
Apesar das concessões feitas pelo governo de Praga, Hitler deu um ultimato à Checoslováquia no dia 26 de setembro de 1938, tendo imposto suas pretensões na conferência européia, que resultou no Acordo de Munique, em 29 e 30 de setembro. O plebiscito previsto no acordo foi atropelado pela ocupação alemã, que ocorreu já no dia seguinte, 1º de outubro, retirando uma área de cerca de 30 mil quilômetros quadrados da Checoslováquia, sem que o Reino Unido e a França reagissem de modo efetivo.