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terça-feira, 19 de junho de 2012

BALANÇA DE PODER OU EQILIBRIO DE PODER ou bandwagoning



Dá-se o nome de equilíbrio de poder a uma situação, nas relações internacionais, de competição entre diversas potências nacionais, mais ou menos iguais em poder. Tal competição impede uma potência de ganhar a supremacia sobre as demais.
Segundo a teoria realista das relações internacionais, um Estado, no seu relacionamento com outros atores internacionais, defronta-se com a escolha entre alinhar-se com os Estados mais fortes (em inglês, bandwagoning) ou procurar contrabalançar o poder dos mais fortes por meio de coalizões (equilíbrio ou balance, em inglês). Esta escolha pode ser crucial em tempo de guerra e até mesmo determinar a sobrevivência do Estado.
A Guerra Fria é um exemplo de equilíbrio de poder. Os Estados Unidos e a União Soviética mantiveram uma competição durante mais de quarenta anos em diversos campos, na qual as ações de uma parte determinavam as da outra. O equilíbrio de poder surge quando existe uma paridade ou estabilidade entre forças competitivas. O termo expressa uma doutrina que propugna impedir um único Estado de tornar-se forte o suficiente para impor a sua vontade sobre os demais Estados.
Como indica David Hume em seu Ensaio sobre o Equilíbrio de Poder (Essay on the Balance of Power), o princípio básico do equilíbrio de poder é tão antigo como a história e era conhecido dos antigos tanto como teóricos políticos como homens de Estado práticos. Em seu cerne, é um preceito de bom senso nascido da experiência e do instinto de auto-preservação. Políbio (lib. i. cap. 83) já escrevia:
"Nem deve este princípio ser desprezado, nem se deve permitir tanto poder a ninguém, para que depois te seja impossível discutir com ele nos mesmos termos acerca de teus direitos manifestos" (tradução livre da versão em inglês).
Como indica o professor L. Oppenheim (Internal. Law, i. 73), um equilíbrio de poder entre as várias potências que constituem a comunidade das nações é, de fato, essencial à existência mesma do direito internacional. Na ausência de uma autoridade central, a única sanção a garantir o código das regras estabelecidas pelo costume jurídico ou definidas em tratados – isto é, o direito internacional – é a capacidade das potências de refrear-se mutuamente. Quando este sistema falha, nada impede um Estado suficientemente forte de ignorar o direito e agir simplesmente de acordo com a sua conveniência e os seus interesses.

CORRIDA ESPACIAL



sábado, 16 de junho de 2012

Resumo de questões de vários vestibulares


Resumo de questões de vários vestibulares

Guerra Fria

1. Introdução:
Logo depois do fim da 2ª Guerra, o antagonismo entre a União Soviética e os EUA criaram o medo de uma terceira guerra mundial. Em 1945, apenas os EUA tinham a tecnologia da produção da bomba nuclear.
Em 1949, a União Soviética desenvolve a sua bomba atômica e em 1954, EUA e URSS desenvolvem a bomba de hidrogênio, uma bomba atômica bem mais poderosa do que a bomba de Hiroshima. Ficava o medo de uma guerra nuclear que poderia levar as superpotências a uma destruição total. Ao medo dessa guerra
nuclear entre os dois países e à disputa pela hegemonia mundial dá-se o nome de Guerra Fria.

2. Origens e características gerais da Guerra Fria:
. Questões na Europa: Após a Segunda Guerra, a Europa foi dividida em duas, uma sob a influência norte-americana, outra sob a influência soviética. Uma série de pequenos conflitos existiram em função da disputa por territórios. Por exemplo, a briga por Berlim Ocidental, um território da Alemanha Ocidental no meio da Alemanha Oriental. A Europa Ocidental recebeu a ajuda financeira dos EUA, no que ficou conhecido como Plano Marshall. Assim, os EUA ajudavam aquelas economias a se reerguerem e afugentar o ‘perigo comunista’.

. Disputa ideológica e perseguições internas: Havia uma disputa ideológica entre as duas superpotências sobre qual seria o melhor sistema, o socialismo ou o capitalismo. Essa competição se mostrava em várias áreas como na disputa em qual economia era mais dinâmica, como até nos jogos olímpicos e na corrida espacial, uma briga pela tecnologia mais avançada. Dentro dos dois países, em alguns momentos, perseguiram-se os supostos inimigos do regime. Nos EUA, o senador MacArthy fez uma caça aos comunistas na sociedade americana nos anos 50. Na URSS a perseguição aos supostos ‘contrarevolucionários’ aconteceu até 1985, mas mais agudamente até a morte de Stalin em 1953.

. O armamentismo, uma provocação americana: Havia uma acentuada corrida armamentista entre os dois países, principalmente na tecnologia das ogivas nucleares. Os recursos destinados aos armamentos eram gigantescos e afetavam duramente o orçamento das duas economias, mas mais ainda a da União Soviética, que era mais fraca. Os EUA faziam provocações à União Soviética, levando-a a gastar cada vez mais com armamentos. Assim, os EUA criaram a aliança militar OTAN em 1949 e a URSS o Pacto de Varsóvia depois.

. Déficits americanos: As duas superpotências tinham gastos estrondosos com armamentos, atrapalhando o desenvolvimento econômico de ambos. A situação dos trabalhadores americanos no período era a melhor já vivida no país. Isso acontecia para afugentar o ‘perigo comunista’ dos movimentos de trabalhadores. Como a economia americana era mais robusta, agüentou melhor os gastos com armas e com a seguridade social.
. Apoio aos movimentos de libertação nacional: Ambos países apoiavam grupos opostos nas colônias dos antigos Impérios coloniais que estavam se desfazendo. Isso levou a uma série de guerras no Terceiro mundo.

3. Principais confrontos e conflitos da Guerra Fria:
. Períodos quentes e convivência pacífica: Soviéticos e norte-americanos nunca se enfrentaram em um campo de batalha, mas vários conflitos opunham aliados dos dois lados. Além disso, houve alguns sérios desentendimentos entre os dois países que criaram um medo real de conflito. Existiram, portanto, períodos quentes e frios na Guerra Fria. De 1945 a 1962, foi um período quente com vários confrontos. De 1962 a 1975 houve o que foi chamado de convivência pacífica. De 1975 a 1985, a chamada Segunda Guerra Fria.

. Guerra da Coréia: Além do já citado desentendimento sobre Berlim Ocidental, houve no início da Guerra Fria a guerra das Coréias. De 1950 a 53, coreanos do Sul e do Norte, apoiados por EUA e URSS, respectivamente, entraram em guerra pelo controle da península. A guerra acabou empatada.

. Cuba e a crise dos mísseis: Em 1959, ocorre uma revolução na semi-colônia americana Cuba contra seu ditador, liderada por Castro e Guevara. A revolução de libertação nacional resiste a uma emboscada da CIA e, para sobreviver, declara-se socialista e alia-se à URSS em 1961. No ano seguinte, os soviéticos põem mísseis com ogivas atômicas na ilha. Cria-se um ponto de confronto entre EUA e URSS resolvido diplomaticamente.

. Guerra do Vietnã: A colônia francesa da Indochina declara independência em 1945, sofrendo a invasão das tropas francesas. Os vietnamitas vencem parcialmente a guerra e em 1954 divide-se o país em Vietnã do Norte, comunista e do Sul, apoiado pelos EUA. Os EUA entram com suas tropas na região nos anos 60, reacendendo a guerra. Os vietnamitas do Norte vencem mesmo assim a guerra e os americanos fogem do país em 1972. Em 1975, o país se unifica sob controle do antigo Vietnã do Norte.

. Afeganistão: A União Soviética também perde uma guerra. Invade o Afeganistão nos anos 80, mas é impelido pelas tropas locais, a milícia Talibã, que contava com armamentos norte-americanos.

4. Questões internas dos Estados Unidos:
. O pós-guerra norte-americano: A economia norte-americana havia se recuperado de fato da crise de 1929 apenas com a imensa produção bélica durante a 2a Guerra Mundial. A partir de então, a economia daquele país necessitará fazer muitos gastos em armamentos, com guerras periódicas, para não cair em uma grave crise econômica de superprodução. Por isso, logo após a guerra, são construídas várias bases norte-americanas pelo mundo e muitos recursos são investidos na produção de armas atômicas. Há na década de 1950 grandes perseguições políticas no país, é o macarthismo.

. O Governo Kennedy: Apesar de ter sido um governo curto, a gestão John Kennedy teve momentos e efeitos muito importantes. Ele acabou com o regime de apartheid no Sul do país, fez uma política de confronto com a URSS, levando o mundo à crise dos mísseis e planejou golpes militares na América Latina, temendo a expansão do comunismo na região após a Revolução Cubana.

. Reagan e a 2a Guerra Fria: O republicano Ronald Reagan fica oito anos no poder dos EUA na década de 1980 e reacende a Guerra Fria com a URSS, a qual ele chama de ‘Império do Mal’. Ele impõe reformas neoliberais na economia norte-americana e propõe o projeto Guerra nas Estrelas, segundo o qual criar-se-ia um escudo anti-mísseis para defender os EUA de ataques atômicos soviéticos. Isso é uma grande provocação à URSS, apesar de o projeto ser tecnicamente inviável. Essa e outras medidas armamentistas suas ajudam a derrubar a União Soviética em 1991.

5. Questões internas da União Soviética:
. Os últimos anos de Stalin na URSS: Antes de morrer em 1953, Josef Stalin promove mais uma de suas ondas de perseguições políticas com várias vítimas. Os anos pós-guerra também são caracterizados pelo aumento estupendo do poder geopolítico e do imenso gasto militar da URSS, obcecada em conseguir produzir a bomba atômica.

. Kruschev e a desestalinização: Com a morte de Stalin, seu pupilo Nikita Kruschev emerge como líder no país. Em 1956 no XX Congresso do PCUS, Kruschev denuncia os ‘crimes de Stalin’, denunciando todas as perseguições políticas e os campos de concentração. Tem início um limitado processo de desestalinização do regime, com abertura política, melhora das relações com os EUA e uma pequena democratização do país. Ele vira vítima da própria abertura que promoveu e é destituído por outro grupo no PCUS em 1964.

. Os anos Brejnev: Outro pupilo de Stalin, Lionid Brejnev, vira líder do Estado soviético após a destituição de Kruschev. Esse muito mais rígido, autoritário e militarista do que Kruschev. Ele traz de volta características autoritárias dos tempos de Stalin, investe pesadamente em armamentos e deixa a produção de bens de consumo em segundo plano. A economia soviética entra, então, em estagnação.

A Revolução Chinesa

1. Apresentação, para entender a China atual:
A China atualmente é o país que tem a economia que mais cresce no mundo, ajudando inclusive o crescimento da economia brasileira nos últimos anos. Trata-se também da única potência do mundo que pode se confrontar com os EUA no século XXI. Entretanto, trata-se de uma grande ditadura responsável por 90% das penas de morte do mundo, de uma repressão e violência à livre expressão de seus cidadãos.

2. O período imperialista (1840-1911):
. As guerras do ópio: As duas guerras do ópio, de 1839 a 1842 e de 1856 a 1860 defrontam o antigo Império chinês com o Império britânico e marcam o início do Imperialismo na China. O motivo das duas guerras parte do desejo britânico de vender livremente o ópio (uma droga) na China e da tentativa do governo chinês de barrar essa ação. Ambas guerras têm a Inglaterra como vencedora e tem diversos benefícios a este país e as potências européias. Hong Kong, por exemplo, virou colônia inglesa após a primeira guerra do ópio.

. Áreas de influência: A China nunca virou de fato colônia, a não ser algumas localidades de seu território nos momentos de guerra com as invasões estrangeiras. Isso se deve por um lado ao respeito que se tinha pelo país e por outro pelo desejo norte-americano de manter o país livre para quem quisesse explorá-lo. O país foi dividido em áreas de influência das potências imperialistas no final do século XIX.

. Resistência: O imperialismo causa grandes transtornos para a população chinesa. A produção agrícola é desorganizada e os investimentos transformam a vida no país. Diversos movimentos de contestação do Imperialismo e do debilitado Império chinês surgem no país. Ficaram conhecidos os Taiping, os Boxers e as revoltas rurais. O movimento mais organizado e exitoso é o Kuomintang, o partido nacionalista chinês.

3. O período republicano e a guerra revolucionária (1921-1949):
. A queda do Império: Os republicanos chineses, liderados pelo partido nacionalista, tomam o poder em 1921 e põem fim ao Império. Sun Yat Sen é o presidente da república chinesa, mas seu poder não é levado a sério. De 1921 a 1945 dominam as diferentes áreas do país os senhores da guerra.

. A fundação do Partido Comunista Chinês (PCC): Em 1921 é fundado o PCC por alguns membros do Kuomintang. O PCC na verdade é inicialmente uma vertente do partido nacionalista. Com a morte de Sun Yat Sen em 1925, o partido nacionalista perde seu ponto de união. Em 1927, o novo líder do Kuomintang, Chiang Kai Chek massacra uma revolta operária em Xangai. Os comunistas repudiam o ato e saem do partido nacionalista. Kai Chek os persegue e os comunistas fogem pelo território chinês no que ficou conhecido como a Grande Marcha.

. A Grande Marcha: Durante a grande marcha, Mao Tse Tung se torna um líder do PCC e põe em prática as suas idéias sobre o comunismo. Mao privilegia os camponeses e a formação de um exército. Assim, em toda comunidade rural que os comunistas chegavam, eles faziam uma reforma agrária, auxiliavam a produção agrícola e chamavam jovens para a causa da Revolução. O apoio aos comunistas no campo foi maciço. Apesar de os comunistas terem perdido muita gente na marcha, eles ganham uma boa imagem junto à população do país.

. A invasão japonesa: Em 1937 os japoneses invadem a China. Os comunistas e nacionalistas fazem uma trégua e os comunistas conseguem juntar muita gente contra os japoneses na Manchúria, no norte do país. Os comunistas saem muito fortalecidos dessa guerra.

. A guerra civil (1945-9): Nesse período, o país entra em uma ampla guerra civil entre comunistas e nacionalistas. Os comunistas vencem a guerra devido ao amplo apoio da população e os nacionalistas fogem para a ilha de Taiwan, fundando ali a China nacionalista enquanto todo o continente se proclama em 1949 República popular da China, ou China comunista.

4. A difícil construção do comunismo de 1949 até os dias atuais:
. A aliança com a URSS: Em um primeiro momento, a China é aliada fiel à URSS de Stalin, sendo auxiliada por aquele país com tecnologia, investimentos e técnicos soviéticos que passam a trabalhar na China, ajudando o desenvolvimento chinês. Esse apoio foi eminente para a China se reorganizar após a guerra contra o Japão.

A Guerra da Coréia: A China intervém na Guerra da Coréia, quando a Coréia do Norte comunista estava quase sendo derrotada pelas tropas sul-coreanas e norte-americanas. Mais de cem mil soldados chineses voluntários vão lutar no país junto com os norte-coreanos. A guerra é maléfica para a China pelas perdas humanas e econômicas.

. O rompimento com a URSS: Em 1957, a China corta relações com a URSS, desapontada com a desestalinização de Kruschev e com a política de convivência pacífica daquele país com os EUA. Todos os técnicos soviéticos vão embora, assim como os investimentos e o auxílio tecnológico soviético, trazendo grande prejuízo para o país.

. O Grande Salto: Mao Tse Tung defende o Grande Salto para Frente em 1958, uma tentativa autoritária de industrialização e desenvolvimento rápido da China através da criação de pequenos fornos siderúrgicos em áreas rurais e uma reorganização total da agricultura e da economia do país. É um grande desastre que acaba por desorganizar toda a produção chinesa e leva milhões à fome e à morte.

.A Revolução Cultural: Em 1965, Mao defende junto aos estudantes chineses a Revolução Cultural, movimento que leva a um extremismo político no país com várias perseguições políticas e muitas mortes. Trata-se de outro desastre.

. As Quatro modernizações: Mao morre em 1976 junto com a Revolução Cultural. O PCC, quase destruído por aquela revolução, reestrutura-se e em 1978 elege Deng Xiaoping para sua liderança. Ele defende as Quatro Modernizações, onde se promove o desenvolvimento econômico do país mesclando práticas capitalistas e socialistas e abrindo algumas cidades costeiras ao investimento estrangeiro. De certa forma, este modelo é até hoje implantado. Desde então, o país não para de crescer e abrir-se economicamente, mantendo todos os traços de uma ditadura, com pouca abertura política.

Descolonização da África e da Ásia

1. Apresentação:
A África e todo o Sul da Ásia – principalmente o continente indiano – são hoje as regiões mais pobres do mundo. Há sérias epidemias de SIDA (AIDS), tuberculose, lepra e outras várias doenças já controladas nos países desenvolvidos. Há os maiores índices de miséria do mundo nessas regiões e sérios problemas de fome.
Como se os problemas sociais desses países não fossem enormes, os governos investem pesado em armas, como os países africanos em guerra civil e o Paquistão e a Índia que têm projetos avançados de produção de armas atômicas. Mas a causa maior para as crises de miséria e fome na região está no século XIX e na primeira metade do século XX, no período imperialista.

2. No contexto da Guerra Fria:
. A causa externa das independências: Após a Segunda Guerra Mundial, as antigas potências imperialistas do século XIX, principalmente Inglaterra e França, vão entrar em franca decadência e perder poder no cenário internacional, agora dominado por Estados Unidos e União Soviética. Além das antigas potências se enfraquecerem, tornando mais fácil o processo de independência, as novas potências da guerra fria vão incentivar grupos ideológicos a fazerem a independência. Assim, grupos pró-independência socialistas receberão apoio da URSS e grupos ligados ao capital internacional, receberão apoio direto norte-americano.

. A causa interna das libertações nacionais: Se o peso da dominação se tornava cada vez maior, os grupos nacionais dispostos a por fim à exploração estrangeira se amadureciam e fortaleciam-se. Por exemplo, o grupo de Gandhi e Nehru na Índia ganha grande apoio dos indianos no período logo anterior à Segunda Guerra. Isso torna a colonização inglesa mais complicada, visto que a população local já apóia um grupo definido disposto a se separar do Império britânico.

. Os conflitos pós-independência: Não há como generalizar como se deu a independência dos países na África e na Ásia, mas grande parte desses processos foi marcado em algum momento por uma forte violência.
Além da luta contra a metrópole, os grupos locais entraram em conflito entre si em quase todos os países independentes. Isso porque os imperialistas não respeitaram as fronteiras dos grupos locais e porque a Guerra Fria fortalecia grupos opostos que lutavam pela independência.

. A difícil construção da nação: A construção de uma prosperidade nesses países foi muito difícil, tanto é que nenhum desses países hoje tem riqueza ou igualdade. Os novos governos tinham que reverter a herança imperialista, findar as lutas contra a metrópole e as lutas locais e criar um certo consenso sobre o rumo desses países. É importante lembrar que o Imperialismo deixou marcas fortes nesses países. O campo, por exemplo,
na época imperialista foi invadido por plantations quase monocultoras para exportação com a terra controlada por estrangeiros. Essas plantations desgastam mais o solo do que o normal e levam a pragas e desastres naturais, como a reprodução descontrolada de gafanhotos e a seca e, conseqüentemente, a fome.

3. Um caso específico, a Índia:
A independência “pacífica” da Índia: O grupo do partido do Congresso, liderado por Gandhi e Nehru, lidera a partir dos anos 20 um processo pacífico de independência da Inglaterra. Ganham grande apoio da população, duramente castigada pela dominação imperialista, com sua política de não-cooperação pacífica. A Inglaterra, durante a Segunda Guerra, propõe um acordo. Se os indianos lutassem na guerra na Ásia, os ingleses dariam a independência ao país após a guerra. Os líderes do Partido do Congresso aceitam e os indianos participam da guerra. Após a guerra, os ingleses insistem em não dar a independência ao país apesar do acordo, mas acabam sob pressão tendo que aceitar a independência do país em 1947. O partido do Congresso organiza uma grande democracia no país, mas muçulmanos e hindus entram em diversos confrontos pelo país e os muçulmanos exigem a criação de um Estado para eles. É criado o Paquistão, com territórios a Leste e a Oeste da Índia. Os muçulmanos indianos têm que fugir para o Paquistão para não serem massacrados pelos hindus e os hindus que estão no território do Paquistão têm que fugir para a Índia para não serem massacrados pelos muçulmanos. Segue uma ampla violência entre os dois grupos e logo os países entram em guerra. Desde então, os dois países entram em guerra três vezes e desenvolvem armamentos nucleares para uma possível nova guerra. Obviamente, a guerra é extremamente maléfica para ambos governos e para suas populações, extremamente miseráveis. Ainda, o conflito entre os dois tem a ver com a guerra fria até 1991. A Índia é aliada da União Soviética e o Paquistão, dos EUA. Na década de 70, o Paquistão oriental vira um país independente sob o nome de Bangladesh.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

CURIOSIDADES - NASSERISMO

O Nasserismo é uma ideologia política nacionalista árabe baseada nos pensamentos do antigo presidente egípcio Gamal Abdel Nasser. Teve grande influência nos países árabes, nos movimentos pan-Arábicos e autonomistas na década de 1950 e 1960, e continua a ter reflexos significativos ainda hoje. Foi também apropriado por outros movimentos nacionalistas na década de 1970. Entretanto, a derrota árabe na Guerra dos Seis Dias de 1967 prejudicou consideravelmente a imagem de Nasser e da ideologia associada a ele. Durante o governo de Nasser, grupos nasseristas foram apoiados e frequentemente apoiados financeiramente pelo Egito, a ponto de muitos passarem a ser vistos como agentes do governo egípcio. Nasser morreu em 1970 e seu sucessor como presidente egípcio, Anwar El-Sadat, revisou ou abandonou completamente certos princípios do nasserismo.
Essa fragmentação política, portanto, criava o ambiente propício para o surgimento de novos movimentos com apelos nacionalistas, religiosos e sociais, capazes de mobilização popular que o Estado não conseguia. Um desses novos movimentos ganhou notoriedade: o nasserismo.
As ideias de Gamal Abdel Nasser, que tomou o poder no Egito em 1952, tiveram grande influência no mundo árabe e ficaram conhecidas pelo nome de socialismo árabe. Isto porque ele defendia um estado forte, controlador dos meios de produção e redistribuição de renda e ainda fundamentava suas ações na unidade árabe como forma de gerar apoio popular.
O nasserismo teve grande repercussão nos países árabes que passaram a ver em Nasser e no Egito seus líderes. Ademais, a posse do petróleo e as riquezas advindas de sua exploração ajudavam no fortalecimento do senso de nação árabe .
A influência do nasserismo colocou Nasser e o Egito na posição de grandes defensores dos árabes na questão israelense. As negociações sobre o tema entre Israel e Egito trariam, na visão de Nasser, sucesso político e seu país se afirmaria como líder na região. Até mesmo a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), criada em 1964, estava sob influência egípcia. Contudo, os limites do nasserismo ficaram evidentes com a Guerra de 1967. Esse foi o momento em que alguns fatores confluíram e levaram o Egito à derrota militar e à decadência do nasserismo.
Do ponto de vista interno do mundo árabe, alguns grupos palestinos, 3 Outro exemplo refere-se ao surgimento do Partido Ba'th na Síria. Esse Partido defendia, segundo Albert Hourani, a ideia de que uma nação árabe deveria "(…) viver num único Estado unido" (p. 528). Essas ideias, posteriormente, chegaram ao Iraque e ao Líbano, por exemplo. 4 Fonte: Hourani (2006: p. 535). especialmente o Fatah, apoiado pela Síria, começaram a atacar Israel. Além disso, o Egito apoiava movimentos revolucionários pró-nasseristas nos países que reagiam a esse movimento, tais como Transjordânia5 e Arábia Saudita, por exemplo.
Do ponto de vista externo, o Egito de Nasser, apesar de se dizer líder da causa árabe contra Israel, evitava uma confrontação direta com esse país. Os países árabes, especialmente o Egito, precisariam travar uma guerra definitiva contra Israel para conseguir estabelecer o Estado árabe na Palestina. Contudo, segundo afirmava Nasser, essa tarefa demandava planejamento e preparação cuidadosos, em especial no que se refere à modernização dos exércitos e à posse de quantidade suficiente de armamentos. Essa tarefa se fazia necessária antes de qualquer enfrentamento, porque Israel, já naquela época, possuía poder militar suficiente para dissuadir um ataque dos países árabes. Entretanto, essa situação mudou dramaticamente no início de 1967.
O governo israelense passou a considerar a possibilidade de uma ação retaliatória contra a Síria em função do apoio que esse país dava a grupos que atacavam Israel. No dia 7 de abril de 1967, Israel promoveu ataques aéreos contra alvos sírios em reação aos ataques desses grupos. Contudo, Israel ameaçava empreender uma ação retaliatória mais contundente contra a Síria do que aquela de abril. Em maio, o então primeiro-ministro israelense Levi Eshkol (1963-1969) advertiu que "Israel pode ter que responder [às provocações sírias] numa escala muito maior do que aquela do dia 7 de abril.". A manifestação mais agressiva, porém, veio do então chefe de gabinete (chief of staff) das Forças de Defesa de Israel (FDI), Yitzhak Rabin, que afirmou que Israel deveria empreender um ataque expressivo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012


Uma breve análise sobre a Guerra Fria
Leonardo Luiz Silveira da Silva

     Na maior parte dos materiais encontrados acerca da Guerra Fria, podemos notar que o seu período de extensão é delimitado pelo ínterim compreendido pelos anos de 1945 e 1991. Este intervalo, que não é sugerido por acaso, é marcado pelo final da Segunda Guerra Mundial (1945) e pelo golpe de Estado que pôs fim a União Soviética, dando origem a Rússia e diversos países que compunham o império soviético, a saber: A Estônia, Lituânia e Letônia (chamadas de repúblicas bálticas em algumas regionalizações européias), A Ucrânia e a Bielarus (Bielorrúsia), a Moldávia, o Azerbaijão, a Armênia e a Geórgia, além das repúblicas do stão, Casaquistão, Uzbequistão, Turcomenistão e Tadjiquistão. A Rússia, que correspondia a cerca de 85% de toda a área do império soviético, manteve a sua posição como maior país do mundo em extensão, mesmo após perder esta grande quantidade de terra que era parte integrante do antigo império comandado por Moscou (fato ocorrido em 1991).
     A data do fim da Guerra Fria não apresenta sérias controvérsias, à medida que o sistema que opunha duas potências bipolares ideologicamente antagônicas findou-se com o golpe de Estado que destituiu do poder Mikhail Gorbatchev, acabando com a exclusividade do partido socialista e com o regime como um todo. O início da Guerra Fria, contudo, é digno de um debate mais apurado, pois, antes mesmo que a Segunda Guerra chegasse ao fim, URSS e EUA já se percebiam como novas forças de um mundo caracterizado pela presença de um continente Europeu, que era tido como o principal centro político econômico até então, completamente arrasado após ter experimentado os horrores da Guerra.
Os primeiros anos da Guerra Fria foram marcados pelo desequilíbrio pró-Eua, apesar da URSS ter terminado a guerra com importantes conquistas e feitos particulares, como o cerco à Berlim. Isto se deve ao efeito moral da arma utilizada em Hiroshima e Nagasaki. Após o teste atômico soviético, no final da década de 1940, a balança de poder se equilibra, fazendo valer um princípio que deu o tom da Guerra Fria, e justifica até mesmo o nome dado a este período: o M.A.D.
Do inglês “Mutual assured destruction”, o princípio M.A.D se baseava na ausência de guerra direta entre as potências hegemônicas devido a mútua percepção de que os seus poderosos armamentos faziam de uma guerra entre eles um conflito sem vencedores. O modo de intervenção em conflitos regionais foi o de oposição, marcado pelas ações das potências nos conflitos na Coréia, Vietnã e Afeganistão, além do episódio conhecido como Crises dos Mísseis, que, se não era um conflito regional, era um momento de tensão entre as potências que acabou com a via diplomática, fazendo valer o princípio M.A.D.
     A Corrida Espacial, que foi outro marcante evento da Guerra Fria, foi uma disputa entre as potências para ver qual era o programa espacial tecnologicamente mais avançado que fosse capaz de trazer o homem à lua. A URSS saiu na frente ao colocar o primeiro artefato humano no espaço, assim como em colocar o primeiro ser vivo e o primeiro homem em órbita. O grande objeto de desejo, o pouso tripulado à lua, foi feito pela missão Apolo norte-americana. Os objetivos da corrida espacial eram meramente propagandísticos e ligados ao campo militar e das telecomunicações. No campo militar, destaca-se a evolução da balística como também do sensoriamento remoto.
     A crise do petróleo, em 1973, deu início a um período economicamente difícil. Causada pelo boicote de países árabes à plena produção do petróleo devido ao apoio da URSS e dos EUA a Israel no conflito do YOM KIPPUR (1973), marcou o final de um período de grande abonança econômica. A década de 1980, marcada pela tentativa de recuperação econômica de diversos países, é conhecida como a década perdida, devido ao baixo crescimento econômico. Como solução ao difícil momento, os EUA e o Reino Unido, através de Ronald Reagan e Margareth Thatcher, apresentaram o modelo neoliberal, que consistia em uma série de medidas políticas que visavam a diminuição do papel do Estado na economia, cortando gastos e vendendo estatais. Tal solução foi imposta a países endividados do mundo, com o FMI sendo o instrumento de persuasão por parte dos Estados Unidos, como foi no caso do Consenso de Washington.
     Em 1985, uma URSS economicamente combalida adotava reformas que a aproximava do capitalismo. Estas reformas, idealizadas por Mikhail Gorbachev, chamadas perestroika e glasnost, atingiam a economia e a política, garantindo o aumento das liberdades civis, sejam elas liberdades econômicas (perestroika) ou políticas (glasnost). O recado estava dado da URSS para a periferia socialista do mundo. O modelo rígido não funcionava mais. As reformas de Gorbachev deram início a um efeito dominó que derrubou diversos regimes no leste europeu, culminando com a queda do muro de Berlim, que reunificou a Alemanha. Era somente uma questão de tempo o fim da URSS, que, cercada de pressões de diversas esferas internas e externas, construiu um ambiente político para que um golpe de Estado ocorresse em agosto de 1991, sendo o último capítulo da Guerra Fria, e dando origem a uma Nova Ordem Mundial.
Exercícios:
1)Defina o conceito de balança de poder.
2) Defina o papel de uma hegemonia em uma balança de poder.
3) EXPLIQUE porque a data do início da Guerra fria é controverso.
4) CITE dois fatores que incentivaram as potências a participarem da Corrida espacial.
5) Caracterize as intervenções militares das potências durante o regime da Guerra Fria.
6) EXPLIQUE o que era o princípio M.A.D.
7) JUSTIFIQUE o nome Guerra Fria dado ao confronto político-ideológico entre URSS e EUA.
8)CONCEITUE persuasão política.
9) EXPLIQUE porque o nome de Mikhail Gorbachev é associado a uma pessoa que traiu os ideais do socialismo.
10) RELACIONE a perestroika e a glasnost com a queda do muro de Berlim.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

GUERRA FRIA - INTRODUÇÃO

I - DEFINIÇÃO - 

A expressão Guerra Fria era utilizada para descrever o estado de forte tensão político-militar entre o bloco Ocidental liderado pelos Estados Unidos e o bloco de Leste liderado pela antiga União Soviética (URSS) que se viveu durante quase toda a segunda metade do século XX. Embora nunca se tenha chegado ao confronto armado entre os dois blocos, as agressões mútuas, de que se destacam a corrida aos armamentos, a intervenção em diversos conflitos regionais (de que são exemplos a guerra da Coreia, a guerra do Vietnam, a guerra de Angola, entre outras), a crise dos mísseis em Cuba e a questão de Berlim, faziam parecer que um novo conflito estava iminente.
 
II - ORIGEM -  

é uma expressão que designa um conjunto de medidas políticas e econômicas assumidas depois de março 1947, data em que o então presidente dos EUA, Harry Truman, profere um violento discurso contra a “ameaça comunista”, onde diz que os EUA assumem o compromisso de defender o mundo dos soviéticos.
Nos EUA duas situações que contribuíram para sua adesão à Guerra Fria foram a morte do presidente Franklin Delano Roosevelt (1945) que defendia um mundo controlado pelos EUA com o apoio da URSS após o fim da guerra; e a eleição de um Congresso Republicano (1946) conservador. Com a morte de Roosevelt, Harry Truman assume o poder e muda o discurso da “coexistência pacífica” entre URSS e EUA, sabendo que se encontravam em vantagem por dispor de um arsenal de armas nucleares, além de ser o único país que saiu fisicamente ileso do conflito.

III - CARACTERÍSTICAS GERAIS - 

A) BLOCOS MILITARES: cujo objetivo era defender os interesses militares dos países membros. A OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte (surgiu em abril de 1949) era liderada pelos Estados Unidos e tinha suas bases nos países membros, principalmente na Europa Ocidental. O Pacto de Varsóvia era comandado pela União Soviética e defendia militarmente os países socialistas.Alguns países membros da OTAN : Estados Unidos, Canadá, Itália, Inglaterra, Alemanha Ocidental, França, Suécia, Espanha, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Áustria e Grécia. Alguns países membros do Pacto de Varsóvia : URSS, Cuba, China, Coréia do Norte, Romênia, Alemanha Oriental, Albânia, Checoslováquia e Polônia.

Organização do Tratado do Atlântico Norte
(OTAN)
Bandeira da OTAN






Países membros da OTAN.
Fundação4 de abril de 1949 (63 anos)
TipoAliança militar
SedeBruxelas,  Bélgica
Membros
Línguas oficiaisInglês
Francês
Secretário-GeralAnders Fogh Rasmussen
Sítio oficialwww.nato.int


B) PLANOS ECONOMICOS: As duas potências desenvolveram planos para desenvolver economicamente os países membros. No final da década de 1940, os EUA colocaram em prática o Plano Marshall, oferecendo ajuda econômica, principalmente através de empréstimos, para reconstruir os países capitalistas afetados pela Segunda Guerra Mundial. Já o COMECON foi criado pela URSS em 1949 com o objetivo de garantir auxílio mútuo entre os países socialistas.

C) PLANO COLOMBO: Em 1951, foi elaborado o Plano Colombo, uma organização dirigida para os países do Sudeste Asiático, com intenções de reestruturação social. Os norte-americanos realizaram investimentos para estimular a economia do sub-continente, mas o volume de capital investido foi muito menor ao destacado para o Plano Marshall, portanto bem menos ambicioso, para estimular o desenvolvimento de países do sul e sudeste da Ásia.

 Países membros

  • Afeganistão
  •  Austrália
  • Bangladesh
  • Myanmar
  • Butão
  •  Coreia do Sul
  • Fiji
  • Filipinas
  •  Japão
  •  Índia
  • Indonésia
  •  Irã
  • Laos
  • Maldivas
  •  Malásia
  • Mongólia
  • Nepal
  •  Nova Zelândia
  • Paquistão
  • Papua-Nova Guiné
  •  Singapura
  • Sri Lanka
  •  Tailândia
  •  Estados Unidos
  • Vietname

D)  KOMINFORN: (Kommunist Information Bureau) é o nome comum dado ao órgão que se chamava oficialmente de "Burô de Informação dos Partidos Comunistas e de Trabalhadores"ou seja "setor de informação comunista". O Kominform era uma organização de origem soviética fundada em setembro de 1947, numa reunião em Szklarska Poreba, na Polônia, para congregar partidos comunistas europeus. O encontro foi convocado por Stalin em resposta a divergências entre os governos do Leste Europeu quanto a comparecer ou não à conferência do Plano Marshall em Paris, em julho de 1947. A sede inicial do Cominform era localizada em Belgrado mas, após a expulsão da Iugoslávia do grupo, em junho de 1948, a sede foi transferida para Bucareste. A expulsão da Iugoslávia por acusação de titoísmo iniciou o período do Informbiro na história iugoslava. O propósito do Kominform era coordenar ações entre partidos comunistas sob orientação soviética. Como resultado, o Cominform agia como ferramenta da política externa da URSS. O Cominform possuía seu próprio jornal (cujo título, em português, significava: Pela Paz Duradoura, pela Democracia Popular!), e encorajava a unidade dos partidos comunistas do mundo. O Kominform foi dissolvido em 1956, após a reaproximação soviética com a Iugoslávia.

E) ESPIONAGEM:


CIA foi criada em 1947 pelo Presidente Harry S. Truman (1884 - 1972). Para tal, foi editado um Acto Governamental de Segurança Nacional.
A criação da CIA para os norte-americanos foi uma necessidade estratégica devido ao início da Guerra Fria e o avanço do comunismo. A espionagem estrangeira, o roubo de projetos da área tecnológica, de armamentos e a fuga de informações ocasionaram a necessidade de vigiar e relatar todos os assuntos referentes à segurança nacional ao Presidente, procurando a melhor forma possível interferir e neutralizar os efeitos negativos oriundos de ameaças externas. Para coordenar as atividades da Agência, existe uma Diretoria Central de Inteligência, cuja função é interligar a comunidade de informação ao Presidente dos Estados Unidos, fazendo aconselhamento das melhores estratégias possíveis e suas conseqüências, de forma a intervir, quando necessário, em organizações ou Estados que possam causar prejuízo aos EUA.

Central Intelligence Agency
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Organização
Missão Agência governamental de inteligência
Dependência Governo Federal dos Estados Unidos da América
Chefia David Petraeus, Diretor
Localização
Sede Langley, VA,  Estados Unidos
Histórico
Criação 1947
KGB Comité de Segurança do Estado.Esta era a principal organização de serviços secretos da União Soviética, que desempenhou as suas funções entre 13 de Março de 1954 e 6 de Novembro de 1991. O domínio de actuação do KGB, durante a Guerra Fria, era uma combinação de operações secretas no estrangeiro unificadas às funções de uma polícia federal. Depois da desintegração da URSS, o serviço secreto dividiu-se nos sectores externo e interno, os sucessores do KGB são o Serviço Federal de Segurança da Federação Russa (FSB), que garante a segurança interna, e o Serviço de Informação Estrangeira (SVR), especializado na informação externa.
O KGB surgiu com o final da Segunda Guerra Mundial, no período da Guerra Fria, com o colapso do então serviço secreto NKVD, apesar de suas origens remontarem a antes da Revolução de 1917, quando Félix Dzerzhinski fundou o grupo paramilitar denominado Tcheka — a instituição que seria a matriz de todos os serviços secretos da URSS. O KGB era uma polícia secreta e política que não tinha equivalente no mundo, porque se situava num nível completamente diferente dos outros serviços secretos, pois constituía igualmente um ministério. Dispunha de trezentos mil associados, blindados, caças e barcos, sendo uma organização militar totalmente independente das Forças Armadas.

Комитет государственной безопасности
Emblema KGB.svg
Organização
Missão Serviço de inteligência
Dependência União Soviética União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
Chefia Ivan Serov (1954-1958)
Yuri Andropov (1967-1982)
Viktor Tchebrikov (1982-1988)
Localização
Sede Moscou,  Rússia
Histórico
Criação 13 de Março de 1954
Extinção 6 de Novembro de 1991
Sucessor FSB e SVR