segunda-feira, 15 de abril de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
A GRÉCIA ANTIGA
PERIODIZAÇÃO DA GRÉCIA ANTIGA

| Período | Duração | Observações | |
|---|---|---|---|
| Pré-Homérico | 2 000-1 100 a.C. | Penetração de povos indo-europeus na Grécia: aqueus(2000-1 200 a.C.), eólios(1 700 a.C.) e Jônios (1 700 a.C.);civilização minoica continua a prosperar (3000 - 1 400 a.C.) mito do minotauro e a talassocracia cretense e a civilização micênica é formada (1600-1 200 a.C.); dóricos invadem a Hélade no final do período (1 200 a.C.) | |
| Homérico ou Idade das Trevas | 1 100-800 a.C. | Ruralização, ausência de escrita e formação dos genos; período da criação das obras de Homero, Ilíadae Odisseia. | |
| Arcaico | 800-500 a.C. | Formação da pólis, a colonização grega, o aparecimento do alfabeto fonético além de progresso econômico com a expansão da divisão do trabalho, do comércio e da indústria. | |
| Clássico ou Século de Péricles | 500-338 a.C. | Bipolarização da Grécia entre Esparta (com a Liga do Peloponeso) e Atenas (com a Liga de Delos). Ocorrência das Guerras Médicas e da Guerra do Peloponeso, bem como da hegemonia de Tebas no fim do período. | |
| Helenístico | 338-146 a.C. | Crise da pólis, conquista do Império Aquemênida e expansão cultural helenística. |
Período Homérico
Com a desestruturação da civilização creto-micênica, a Grécia estabeleceu uma série de transformações que fundaram um novo cenário social, econômico e político. Nessa época, temos a formação do genos, propriedades em que uma grande família se matinha unida em torno da exploração econômica de uma mesma parcela de terras. Não havendo um proprietário, a riqueza produzida pelos membros de um genos era dividida entre seus integrantes.
A economia dos genos era essencialmente agropastoril. Uma família próspera dependia necessariamente da qualidade das terras que estavam sob o seu domínio. Geralmente, as tarefas diárias eram desempenhadas por todos e ninguém possuía importância menor por exercer essa ou aquela função. Quando um genos produzia excedente, essa riqueza era empregada na aquisição de escravos e na contratação de artesãos. Em alguns casos, a pirataria e o saque eram outras fontes de riqueza material.
No campo político, os genos eram comandados por um líder comunitário chamado pater, que exercia funções de caráter judicial, administrativo e religioso. Mesmo com a divisão igualitária dos bens, o grau de parentesco com o chefe do genos era capaz de definir algumas distinções sociais. Com a vindoura desestruturação da comunidade gentílica, a proximidade com o pater seria elemento determinante para um novo rearranjo social das populações gregas.
Ao longo do tempo, os genos teriam sérias dificuldades para sustentar toda a população que estava sob o seu domínio. As técnicas agrícolas pouco desenvolvidas não conseguiam acompanhar a velocidade com que as comunidades gregas se ampliavam. Durante algum tempo, o uso de terras menos férteis, a ampliação da mão de obra e a especialização do trabalho foram algumas alternativas que buscaram contornar essa situação.
Contudo, além dos problemas de produtividade, os genos se transformaram em palco de novas tensões sociais. Os parentes mais distantes do pater reivindicaram melhores condições de vida ao estarem insatisfeitos com a diminuição da renda familiar. Progressivamente, os bens que eram utilizados de maneira coletiva foram divididos entre os membros do genos. Aqueles que eram mais próximos do pater acabaram sendo privilegiados com as melhores terras.
A desintegração das comunidades gentílicas agravou esse processo de diferenciação entre as classes sociais. Por um lado, temos uma parcela de privilegiados que mantinha o controle das melhores propriedades, monopolizavam as armas e conduziam as festividades religiosas. Por outro, pequenos proprietários, artesãos e trabalhadores livres se subordinavam ao poder dos grupos sociais mais abastados. As sociedades gentílicas passaram a ser controladas por aqueles que controlavam os instrumentos de poder.
Com o passar do tempo, as elites dos genos com afinidades culturais mais visíveis se uniram em grupos maiores que poderiam assegurar o controle de suas propriedades. Surgiam assim as chamadas fratrias. A reunião destas fratrias eram, por sua vez, responsáveis pelo desenvolvimento das tribos que, quando se reuniam, davam origem ao demos. Por meio da ampliação dessas organizações temos a formação das primeiras cidades-Estado da Grécia Antiga e o fim das comunidades gentílicas.
A economia dos genos era essencialmente agropastoril. Uma família próspera dependia necessariamente da qualidade das terras que estavam sob o seu domínio. Geralmente, as tarefas diárias eram desempenhadas por todos e ninguém possuía importância menor por exercer essa ou aquela função. Quando um genos produzia excedente, essa riqueza era empregada na aquisição de escravos e na contratação de artesãos. Em alguns casos, a pirataria e o saque eram outras fontes de riqueza material.
No campo político, os genos eram comandados por um líder comunitário chamado pater, que exercia funções de caráter judicial, administrativo e religioso. Mesmo com a divisão igualitária dos bens, o grau de parentesco com o chefe do genos era capaz de definir algumas distinções sociais. Com a vindoura desestruturação da comunidade gentílica, a proximidade com o pater seria elemento determinante para um novo rearranjo social das populações gregas.
Ao longo do tempo, os genos teriam sérias dificuldades para sustentar toda a população que estava sob o seu domínio. As técnicas agrícolas pouco desenvolvidas não conseguiam acompanhar a velocidade com que as comunidades gregas se ampliavam. Durante algum tempo, o uso de terras menos férteis, a ampliação da mão de obra e a especialização do trabalho foram algumas alternativas que buscaram contornar essa situação.
Contudo, além dos problemas de produtividade, os genos se transformaram em palco de novas tensões sociais. Os parentes mais distantes do pater reivindicaram melhores condições de vida ao estarem insatisfeitos com a diminuição da renda familiar. Progressivamente, os bens que eram utilizados de maneira coletiva foram divididos entre os membros do genos. Aqueles que eram mais próximos do pater acabaram sendo privilegiados com as melhores terras.
A desintegração das comunidades gentílicas agravou esse processo de diferenciação entre as classes sociais. Por um lado, temos uma parcela de privilegiados que mantinha o controle das melhores propriedades, monopolizavam as armas e conduziam as festividades religiosas. Por outro, pequenos proprietários, artesãos e trabalhadores livres se subordinavam ao poder dos grupos sociais mais abastados. As sociedades gentílicas passaram a ser controladas por aqueles que controlavam os instrumentos de poder.
Com o passar do tempo, as elites dos genos com afinidades culturais mais visíveis se uniram em grupos maiores que poderiam assegurar o controle de suas propriedades. Surgiam assim as chamadas fratrias. A reunião destas fratrias eram, por sua vez, responsáveis pelo desenvolvimento das tribos que, quando se reuniam, davam origem ao demos. Por meio da ampliação dessas organizações temos a formação das primeiras cidades-Estado da Grécia Antiga e o fim das comunidades gentílicas.
período helenístico
Designa-se por período helenístico (do grego, hellenizein – "falar grego", "viver como os gregos") o período da história da Grécia e de parte do Oriente Médio compreendido entre a morte de Alexandre o Grande em 323 a.C. e a anexação da península grega e ilhas por Roma em 146 a.C.. Caracterizou-se pela difusão da civilização grega numa vasta área que se estendia do mar Mediterrâneo oriental à Ásia Central. De modo geral, o helenismo foi a concretização de um ideal de Alexandre: o de levar e difundir a cultura grega aos territórios que conquistava. Foi naquele período que as ciências particulares tiveram seu primeiro e grande desenvolvimento. Foi o tempo de Euclides e Arquimedes. O helenismo marcou um período de transição para o domínio e apogeu de Roma.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
CONTEÚDO PARA PRIMEIRA PROVA
Aula 1 – Bastidores da História
·
É a ciência que estuda o homem através do tempo.
·
Historiadores são os profissionais que, por meio
de pesquisas, constroem interpretações sobre o passado humano.
·
Dizemos que eles estão produzindo
historiografia, tendo em vista que o conhecimento produzido é uma interpretação
realizada a partir de uma metodologia científica.
·
Durante muito tempo, os estudiosos da História
acreditaram que apenas os atos de grandes governantes e líderes podiam mudar o
rumo dos acontecimentos: reis, imperadores, generais, nobres, etc...Os temas
estudados eram, em geral, a política e a guerra.
Ao logo do século XX, os historiadores não pensam mais dessa forma:
·
Historiadores marxistas e de outras correntes
historiográficas passaram a demonstrar que a economia é muito importante para
entendermos as sociedades de todos os tempos. Eles ressaltam a importância de
estudar elementos antes desprezados, como identificar quem trabalha, de que
maneira trabalha, quem lucra com o trabalho, como se dá um valor às
mercadorias, como a riqueza circula, etc. Com o estudo desses elementos, é
possível entender melhor diversos aspectos como a arte, a religião, etc. Nessa
linha de análise destacam-se os trabalhos dos historiadores marxistas, que
consideram a luta de classes um elemento vital para a compreensão das mudanças
históricas.
·
Novas abordagens:
As fontes históricas:
Durante muito tempo a pesquisa
histórica privilegiou as fontes escritas, como cartas, documentos oficiais,
jornais e revistas. Até porque os estudiosos defendiam que os povos sem escrita
não possuíam história, que a história era privilégio dos povos que descreviam
seus pensamentos e atos.
Atualmente entende-se que todos
os seres humanos possuem história. Essa nova atitude valorizou outros tipos de
fontes: fontes escritas, fontes materiais, fontes iconográficas e fontes orais.
Patrimônio:
Bens que são importantes para a
cultura de um povo. Podem ser:
Quando um bem ou registro é
tombado, significa que, por lei, ele não pode ser destruído ou danificado. Quem
ousar descumprir essa ordem legal pode ser preso e ainda pagar uma pesada
multa.
No Brasil, o tombamento pode ser
feito na esfera federal, pelo Iphan; na esfera estadual, pelos conselhos
estaduais de defesa do patrimônio e na esfera municipal, pelos conselhos
municipais.
A Interdisciplinaridade e a História
Como hoje todos os atos e
pensamentos humanos servem de fonte aos historiadores, também todas as ciências
podem auxiliar o trabalho deles, dependendo do estudo que seja feito.
História e as disciplinas
sociais:
Geografia: Todos os seres
humanos vivem no tempo e habitam o espaço geográfico. A geografia permite aos
historiadores entender a criação e o desenvolvimento das cidades junto aos
rios, portos, etc., a maneira como se desenrolou uma batalha, a rota de
migração de um povo, etc.
Arqueologia: Os
historiadores analisam as fontes materiais, tanto quanto as escritas. O
trabalho dos arqueólogos está cada vez mais próximo do historiador. Os
arqueólogos dominam as técnicas que permitem extrair os objetos dos sítios onde
se encontram, preservando todas as informações que podem fornecer.
Economia: Auxilia o
historiador a entender como uma sociedade do passado se organizava para
produzir aquilo de que necessitava para viver, como eram as relações de
trabalho, a variação dos salários e dos preços, como a riqueza era
distribuída...
Biologia: A ciência que
estuda os seres vivos ajuda a entender a interação das pessoas com a natureza,
a luta das sociedades para se adaptarem a meio diversos, e a degradação e destruição que provocaram no
meio ambiente que ocuparam.
Medicina: Ao estudar o
corpo humano na saúde e na doença, a medicina pode fornecer ao historiador
informações sobre as condições de vida de uma sociedade, cruzando informações
como alimentação, hábitos, medicamentos...
Matemática: nas
estatísticas, tabelas e cálculos para analisar as informações.
Engenharia: Permite aos
historiadores entender as técnicas utilizadas
pelas diversas sociedades, avaliando o seu grau de dificuldade e
eficiência.
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